
Estava, durante a noite, sem sono, pensando sobre minha solteirice. Apesar de não ser o motivo da minha insônia, fiquei inquieta pensando e relembrando casos e comentários que ouvi nos últimos tempos. Algumas pessoas ficam escandalizadas com a solteirice em plenos 20 anos de idade, imaginando que seu futuro será ficar “para titia”. Isso realmente não me passa pela cabeça.
Eu tive relacionamentos, não muito duradouros, que trouxeram experiências boas e ruins. Em todos eles, criei a imagem perfeita, do homem perfeito, no lugar perfeito, com uma vida perfeita. Em pouco tempo a imagem se dissolvia. Eu enxergava então, uma pessoa normal, com defeitos berrantes, mas também com ótimas qualidades. Com o tempo percebia que não havia nada que me prendesse, não era o amor arrebatador que eu imaginava ser.
Hoje a sociedade ainda é hipócrita o bastante para pensar que o auge de uma mulher é casar e ter filhos. Que ela será realizada apenas quando tiver isso. No máximo fazer uma faculdade ou um cursinho técnico que não permita que ela seja dona de casa.
Minha crítica não é às mulheres que sonham em casar e ter filhos, mas sim a sociedade machista que julga o que uma mulher “decente” deve ou não fazer.
Durante minha infância lembro de duas primas que tinham seus belos, ricos (ricos de verdade, montados na grana) e apaixonados namorados. A outra prima, que seria a terceira, era uma moça belíssima, querida, do tipo que lutava por tudo o que ela desejava. Nunca procurou namorado e dizia a todos que era muito jovem para se envolver com alguém. Obviamente essa minha terceira prima era o alvo predileto das fofocas das outras duas.
Apesar de ser muito pequena, uma vez eu ouvi uma dizendo para a outra:
- O que? Ela diz que não quer namorado? Ela diz isso por que não consegue agarrar ninguém. É uma encalhada.
O resultado disso foi o seguinte: As duas primas foram traídas e abandonadas pelos seus ricos, belos e apaixonados namorados. A terceira prima acabou encontrando o amor da vida dela. Casaram-se em abril do ano passado e moram numa casa que eu não conseguiria pagar nem que trabalhasse minha vida inteira. Das duas primas apenas uma está casada e mora numa quitinete com o marido, um homem bonito mas que deixa ela em casa para beber no bar. A outra esta solteira, literalmente encalhada depois de ter passado pela mão da cidade inteira.
Sabe por que tudo isso aconteceu? Todas tiveram uma educação diferente. As duas primas com mães e pais muito parecidos, que passaram a vida como donas de casa e falando mal de toda e qualquer mulher que julgavam ser indecentes. A outra teve a sorte de ser criada com certa rigidez, porém a extrema confiança e dialogo dos pais.
Eu tive relacionamentos, não muito duradouros, que trouxeram experiências boas e ruins. Em todos eles, criei a imagem perfeita, do homem perfeito, no lugar perfeito, com uma vida perfeita. Em pouco tempo a imagem se dissolvia. Eu enxergava então, uma pessoa normal, com defeitos berrantes, mas também com ótimas qualidades. Com o tempo percebia que não havia nada que me prendesse, não era o amor arrebatador que eu imaginava ser.
Hoje a sociedade ainda é hipócrita o bastante para pensar que o auge de uma mulher é casar e ter filhos. Que ela será realizada apenas quando tiver isso. No máximo fazer uma faculdade ou um cursinho técnico que não permita que ela seja dona de casa.
Minha crítica não é às mulheres que sonham em casar e ter filhos, mas sim a sociedade machista que julga o que uma mulher “decente” deve ou não fazer.
Durante minha infância lembro de duas primas que tinham seus belos, ricos (ricos de verdade, montados na grana) e apaixonados namorados. A outra prima, que seria a terceira, era uma moça belíssima, querida, do tipo que lutava por tudo o que ela desejava. Nunca procurou namorado e dizia a todos que era muito jovem para se envolver com alguém. Obviamente essa minha terceira prima era o alvo predileto das fofocas das outras duas.
Apesar de ser muito pequena, uma vez eu ouvi uma dizendo para a outra:
- O que? Ela diz que não quer namorado? Ela diz isso por que não consegue agarrar ninguém. É uma encalhada.
O resultado disso foi o seguinte: As duas primas foram traídas e abandonadas pelos seus ricos, belos e apaixonados namorados. A terceira prima acabou encontrando o amor da vida dela. Casaram-se em abril do ano passado e moram numa casa que eu não conseguiria pagar nem que trabalhasse minha vida inteira. Das duas primas apenas uma está casada e mora numa quitinete com o marido, um homem bonito mas que deixa ela em casa para beber no bar. A outra esta solteira, literalmente encalhada depois de ter passado pela mão da cidade inteira.
Sabe por que tudo isso aconteceu? Todas tiveram uma educação diferente. As duas primas com mães e pais muito parecidos, que passaram a vida como donas de casa e falando mal de toda e qualquer mulher que julgavam ser indecentes. A outra teve a sorte de ser criada com certa rigidez, porém a extrema confiança e dialogo dos pais.
A sociedade é o espelho da educação de cada cidadão. O preconceito sai às ruas com aquele que cresceu com pais induzindo o preconceito. O machismo feminino vem de mentes pequenas, medíocres e alienadas. O julgamento verbal sobre o estado civil de qualquer pessoa não interessa a ninguém.





