Aline Elenice Kroetz, 20 anos, estudante de jornalismo. Sou órfã de mãe, e fui muito bem criada por meu pai.
Vivo em constantes mudanças de personalidade e de gosto.
Quando criança eu era alta, bochechuda, usava óculos, tinha os dentes tortos e era uma ótima aluna. Assistia Chiquititas e sonhava ser uma delas. Sempre tive dificuldade de falar em frente ao público até fazer teatro, isso mudou minha vida, eu aprendi a falar.
No ensino médio eu fui o terror da sala. Subia na carteira, tocava violão na aula, questionava, interrompia o raciocínio do professor, criava polêmica falando de assuntos como sexo, na apresentação de um trabalho na aula de educação religiosa. Ouvia Iron Maiden e Guns N’Roses, fugia de casa para badalar, deixei meu pai com os cabelos brancos.
Hoje escuto todos os tipos de música, mas tenho certa intolerância a sertanejo. Meus amigos são verdadeiros e pessoas de bom caráter. Na faculdade eu diria até que sou o meio termo das minhas duas primeiras fases da vida. Tenho a dedicação da sexta série misturada ao relaxamento do ensino médio. Não sou CDF nem arruaceira. Falo quando devo, apenas quando devo.